quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Tango-despedida a pessoa possessiva


Até que fim me libertei de você
E nem me peça pra voltar
Eu sei que você não mudará
Não me venha com promessas
Então por favor aceite e pare de chorar
Enquanto estive ao seu lado
Me senti tão submisso
O meu amor se esgotou
Quando conheci seu lado possessivo
Você vivia escarnecendo os meus poemas
Quebrava todos os meus discos sem pudor
Dizia como eu devia me vestir ou o que pensar
Mas esse tempo de censura já cessou
Não cantarás no meu canto
Não zombarás da minha arte
Cansei de ser o seu fantoche
Não lhe darei tal liberdade
20 anos de exílio
tortura e repressão
e depois você pede pra voltar
e implora o meu perdão
mas eu lhe dou um ''não''
                                       Pensamentos
Em tempos árduos
Quando se está perdido, tende a buscar caminhos
Por muitas vezes errado...e eu continuo errando
Em rumo a felicidade busca pelas coisas banais do mundo
E por si entra em um abismo profundo
Como se tivesse uma fenda nos olhos
Crenças e valores aos poucos vão perdendo seu sentido
Qual página do livro que não fiz questão de ler?
Será que eu sou aquela ovelha que se perdeu em seu rumo?
Talvez o acaso...
O descaso ...
Os devaneios...meus pobres devaneios
Nossa, mas que bela borboleta !!!
Afinal qual era o assunto mesmo?